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José Predebon 
Professor, escritor e  palestrante.

Criatividade
Inovação
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Assunto: Criatividade e Inovação

PERGUNTA DE PLANTÃO.

  Esta pergunta recorrente mostra como as preocupações com a carreira cresceram no mercado atual:

“Professor, é ser pessoa criativa ou inovadora a qualidade que o senhor considera mais importante eu cultivar, a fim de ter sucesso na seleção para um emprego melhor?”

Resposta:
Digo que qualquer uma das duas características pode ser decisiva para a seleção e a carreira, dependendo das circunstâncias. Entretanto nenhuma das duas é excludente, e você pode vencer com competências que compensem não ser pessoa nem criativa nem inovadora. 
Mas hoje eu defendo que existe outra característica, mais indispensável, e sem a qual dificilmente você atinge metas ambiciosas. Essa, sim, É preciso você cultivar, seja qual for seu setor e função: é a comunicação fácil com os colegas. Hoje, em 2018, a seleção de candidatos privilegia quem tem mais facilidades no relacionamento interpessoal. 
Digo isso chamando a atenção para a obviedade: com a complexidade, todo trabalho individual se integra a trabalhos em equipes, já que ninguém mais domina a crescente diversidade de fatores de qualquer tarefa. Quem consegue fazer o diálogo fluir melhor nos grupos de trabalho, tem muito mais valor para a organização. E, para quem se interessa particularmente por esse tema, tenho uma história pessoal para contar:





DIALOGAR, URGENTE.

Começo de século, sala dos professores, e um papo de segunda feira, quando a troca de figurinhas era maior. O assunto, uma atualização obrigatória para quem leciona hoje.

Eu defendia a importância do professor incorporar de verdade a condição de aprendiz. Para isso, dizia, de vez em quando “a gente precisa se sentar de frente para a lousa”. Alguém me provocou: quando foi a última vez em que você se sentou como aluno?

De bate pronto respondi, porque eu acabara de fazer um curso de diálogo na Palas Atena, uma instituição que frequento em São Paulo.

Diálogo? Como assim? O que é isso, predeba? O que ensina um curso de diálogo?

O estranhamento foi de mais de um dos colegas presentes. De bom humor, resolveram me colocar na parede. Eu, cara de pau como sempre, não perdi o rebolado e tentei explicar em resumo que era um curso para ensinar como “trocar figurinhas”, como promover o entendimento em uma conversa, em vez de apenas mostrar e defender seus pontos de vista.

Alguém então perguntou porque eu escolhera esse curso para fazer. Respondi que achava cada dia mais importante essa capacidade de entendimentos, em função das características que nosso mundo adquiriu na atualidade. E aí veio uma “chave de braço” típica de professor: predeba, por favor, dê um exemplo dessa importância atual.

Nesse momento eu pensei, pensei e acabei recorrendo ao anjo da guarda que costuma me salvar das sinucas que os alunos inventam. A entidade não falhou, e eu respondi mais ou menos isso: “do jeito que a ciência e a tecnologia estão se horizontalizando hoje, logo, logo um adolescente conseguirá fazer uma bomba atômica seguindo instruções que estarão na internet. Então amigos, se não ganharmos mais entendimento, nossa sociedade vai ficar à mercê dos extremistas. O terrorismo só poderá ser evitado ou combatido com diálogo. Percebem porque eu acho esse assunto atual?”

Minha explicação satisfez e o assunto começou a derivar para temas vizinhos. Então na manhã seguinte eu, digitando um texto, atendo ao telefone um dos colegas do dia anterior “Cara, você é um profeta do fim do mundo!”. Era aqui onze horas do dia 11 de setembro de 2001. O mundo nunca mais seria como antes.

O ataque às torres de Nova York mostrava como a falta de diálogo estava piorando o mundo. E de lá para cá essa carência se tornou aguda e geral. Vai do futebol à política, atinge as relações pessoais e prejudica a todos na sociedade. Cruzou-se com uma falência dos valores também geral e até agora não se vê como a humanidade poderá sair dessa situação, verdadeiro pesadelo.

De 2001 para cá procurei renovar os contatos com meus colegas professores. Publiquei livros, dei cursos e palestras defendendo a necessidade de ensinar aos alunos a aceitação da diversidade e a abertura para o diálogo. Só deste vem o entendimento que pode trazer algum eventual acordo.

Concluo deixando a vocês, leitores interessados, a reflexão de como o tema é importante para suas carreiras e, mais ainda, para sua qualidade de vida. 
É dialogar – ou se complicar.
  

       
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Predebon também tem capítulos publicados nos livros: Urgente Carreira, de Eduardo Najjar e Administração Empreendedora, de Edmir Kuazaqui.
jose@predebon.com.br